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  • Política de Privacidade | Moray Dive School

    Política de Privacidade Uma política de privacidade é uma declaração que comunica algumas ou todas as formas como um site coleta, usa, divulga e administra os dados de seus visitantes e clientes. Ela cumpre a exigência legal de proteção à privacidade do visitante ou cliente. Cada país tem suas próprias leis, com requisitos que variam segundo a jurisdição em relação ao uso de políticas de privacidade. Certifique-se de cumprir a legislação relevante para suas atividades e localização. Em geral, o que é preciso abordar na Política de Privacidade? Que tipo de informações são coletadas? Como as informações são coletadas? Por que você coleta as informações pessoais? Como você armazena, usa, compartilha e divulga informações pessoais de quem visita o seu site? Como (e se) você comunica isso aos visitantes do seu site? O seu serviço segmenta e coleta informações de menores de idade? Atualizações da Política de Privacidade Informações de contato Confira este artigo de suporte para receber mais informações sobre como criar uma Política de Privacidade. As explicações e informações fornecidas aqui são apenas exemplos gerais. Não confie neste artigo como orientação jurídica ou como recomendações sobre o que você realmente deve fazer. Recomendamos que você busque orientação jurídica se precisar de ajuda para entender e criar sua política de privacidade.

  • Buscarita | Como fazer a análise genética

    A realização do teste no Banco Nacional de Dados Genéticos é a etapa final de um processo minucioso de investigação, que envolve a CoNaDI e, em alguns casos, a justiça argentina Como fazer o teste Antes de chegar ao banco O resultado de um teste genético feito no Banco Nacional de Dados Genéticos é a última etapa de um minucioso processo de investigação sobre as origens de uma identidade. O BNDG só avalia amostras de sangue quando a análise de documentos, informações e depoimentos não permite excluir a possibilidade de que determinada pessoa seja filha ou filho de desaparecidos. Ou seja, não se sai fazendo análises de todos que suspeitam de sua identidade: elas são como a instância final para confirmar ou refutar a hipótese de que alguém seja neta ou neto das Abuelas de Plaza de Mayo. O primeiro passo é dar início à investigação. Ao longo dos anos, as Abuelas receberam muitas denúncias anônimas ou nominais em relação a possíveis casos de apropriação. Durante ou logo após a ditadura, não eram raras os telefonemas de vizinhos ou amigos que suspeitavam de um casal que havia aparecido, do dia para a noite, com um bebê em casa. Com as campanhas de conscientização das Abuelas, várias denúncias passaram a chegar também muitos anos depois do fim da ditadura a partir de quem resolveu contar o que sabia ou se lembrou de alguma informação que poderia ter a ver com casos de apropriação. Busca ativa pela própria identidade No final dos anos 1990, quando as Abuelas se deram conta de que os netos também poderiam estar em busca delas, a instituição criou a área de apresentação espontânea para receber pessoas com dúvidas sobre sua identidade. No segundo andar do prédio que abriga a sede das Abuelas, no bairro portenho de Montserrat, quatro pessoas se dividem para atender e fazer entrevistas com todos que chegam com suspeitas relacionadas à sua origem. os vínculos biológicos. “A ideia é gerar um espaço tranquilo, de muita conversa, que dura entre 45 minutos e 1 hora e meia”, conta Rodríguez, que começou a trabalhar na área em 2005. Como muitos documentos foram falsificados durante a ditadura, às vezes é difícil confirmar a data de nascimento. Mas há alguns caminhos que descartam a possibilidade de que alguém seja um possível neto das Abuelas. “Se a pessoa foi registrada antes de 1975, por exemplo, ela não é filha de desaparecidos”, afirma Rodríguez. “A certidão diz quando a pessoa foi registrada, que é diferente da data de nascimento. A data de registro é a que temos como verdadeira, porque ninguém vai registrar um bebê que ainda não tem”, acrescenta ela. Como a ditadura começou em 1976, não teria como alguém registrado em 1974 ter sido vítima de apropriação. A situação é diferente em casos de registro posterior a 1976. Paula Eva Logares, por exemplo, foi sequestrada junto à mãe em 1978 e registrada por militares como recém-nascida naquele ano. Só que ela já tinha quase dois anos. A investigação e análise desses documentos cabe à Comissão Nacional pelo Direito à Identidade (CoNaDI). Papel do Estado nas buscas Diferentemente do Banco Nacional de Dados Genéticos, a CoNaDI está aberta ao público para receber pessoas com dúvidas e ajudá-las na busca. Todas as pessoas que passam pela área de apresentação espontânea das Abuelas, inclusive, são encaminhadas à comissão, que é responsável por abrir investigações e dar prosseguimento (ou não) ao pedido de análise genética no BNDG. Para chegar ao Banco, portanto, todos os casos passam pela CoNaDI – exceto os que são investigados diretamente pela justiça, que também pode ordenar a realização de testes genéticos. "As Abuelas, como ONG, atendem a pessoa e a encaminham para a CoNaDI, que é o Estado. Então, pegamos essa informação, abrimos um arquivo e começamos a trabalhar no caso. Se a documentação não der respostas quanto à origem biológica da pessoa, ordenamos ao BNDG que colha uma amostra, realize a análise e nos informe o resultado." Manuel Gonçalves Granada secretário-executivo da CoNaDI e neto restituído pelas Abuelas de Plaza de Mayo em 1997 Uma delas é María Laura Rodríguez. Segundo ela, cerca de 500 pessoas entram em contato com as Abuelas anualmente para apresentar suas dúvidas. Esse número sofreu variações ao longo do tempo: começou com 50 pessoas nos primeiros anos, chegou a 800 após um programa de televisão abordar o tema da restituição e oscilou conforme restituições impactantes aconteceram, como a de Ignacio Montoya Carlotto, neto da presidenta Estela de Carlotto, em 2014. Nas entrevistas, que são confidenciais, o objetivo é identificar as pessoas que nasceram entre 1975 e 1980, anos considerados chaves para casos de apropriação, e entender o que motiva as dúvidas das pessoas. Há quem chegue já com a informação de que não é filho biológico de quem o criou – os que sabem que são adotados – e há quem suspeite sobre O músico Ignacio Montoya Carlotto, neto da presidenta das Abuelas, Estela de Carlotto, recuperou sua identidade em 2014 ARCHIVO ABUELAS As análises genéticas Cada amostra de DNA que entra no Banco tem seu perfil genético completo extraído – e uma parte é guardada como ‘reserva’ para análises posteriores. Com o perfil genético processado, um computador faz a comparação entre o material do suposto neto e o de cerca de 300 grupos familiares armazenados no Banco. “Em um caso de combinação, a primeira coisa a ser feita é repetir toda a análise a partir das amostras de reserva”, explica Florencia Gagliardi, chefe da área de DNA mitocondrial do Banco. A conclusão da análise é encaminhada à CoNaDI, que dá a notícia aos envolvidos de maneira sigilosa. Em caso de compatibilidade, o grupo familiar correspondente também é avisado. “Mas o resultado só é feito público se é da vontade da pessoa. As Abuelas informam [à sociedade] que encontraram um novo neto ou neta, que é filho de tal pessoa, e nada mais. Não revelam como a pessoa se chama atualmente, nem onde vive”, diz Manuel Gonçalves. “Isso é feito para que a pessoa possa ter o tempo de seu processo de restituição respeitado”, acrescenta o representante da CoNaDI. De acordo com Gagliardi, são realizadas entre 1 mil e 1,2 mil análises genéticas anualmente, e o tempo médio até que saiam os resultados é de cerca de três meses. Com a ajuda do BNDG, Carina Rosavik e Carolina Sangiorgi descobriram, após 40 anos, serem irmãs. O resultado foi descoberto em setembro de 2022 Outros casos (e causas) do Banco Criados para procurar exclusivamente os filhos de desaparecidos, a CoNaDI e o BNDG hoje também ajudam a resolver casos de tráfico de bebês que não tenham a ver diretamente com a ditadura. “A questão aqui é tratar de resolver a origem biológica das pessoas, não importa o período, quem esteve envolvido nisso ou a relação com a ditadura”, afirma Gonçalves. Há alguns anos, o Banco tem trabalhado em situações que não necessariamente são exclusivas ao terrorismo de Estado, o que já resultou em 19 reencontros entre mães e filhos que foram vítimas de tráfico de bebês. As análises também ajudaram a revelar casos de irmandade, como o de Carina Rosavik e de Carolina Sangiorgi , que se descobriram 100% filhas do mesmo pai e da mesma mãe após mais de 40 anos separadas. MAURO V. RIZZI/LA NACIÓN Netos que ninguém busca São 300 os grupos familiares que seguem à espera de um resultado positivo. “É um número dinâmico”, comenta Florencia Gagliardi. “Talvez algum grupo familiar tenha tido o caso resolvido e outros tenham sido incorporados.” A geneticista refere-se tanto à possibilidade de novas denúncias surgirem quanto às situações em que uma família descobre que a filha ou companheira do filho deu à luz enquanto estava presa em um dos centros de detenção. Foi o que aconteceu com Guillermo Amarilla Molfino. Em 2007, ele procurou as Abuelas para apresentar suas dúvidas e contar sua história, que o encaixava muito bem à possibilidade de ser um neto apropriado. Em sua certidão de nascimento, constava que ele havia nascido no Campo de Mayo, em Buenos Aires. Não estava escrito ‘Hospital Militar de Campo de Mayo’, mas apenas ‘Campo de Mayo’, que é uma base militar onde funcionaram um centro de detenção e uma maternidade clandestina. Guillermo deixou sua amostra no BNDG e posteriormente recebeu a notícia de que seu DNA não havia demonstrado compatibilidade suficiente com nenhum dos perfis do Banco. “Quando veio o resultado negativo, fechei as portas e disse ‘bem, essa questão acaba aqui’. O que eu queria era fazer uma pergunta, não importava se a resposta fosse sim ou não, qualquer opção era possível. A resposta foi não; então, aceitei, arrumei minha mochila e segui meu caminho”, conta ele. Dois anos depois, o depoimento de uma sobrevivente do Campo de Mayo alteraria a trajetória de Guillermo. Silvia Tolchinsky relatou em 2009 que Marcela Molfino estava grávida no ano de 1980, enquanto esteve detida no Campo de Mayo. Nem a sua própria família sabia, pois quando Marcela foi sequestrada, em 1979, a gestação estava ainda no primeiro mês. A partir do testemunho, as famílias de Marcela e seu companheiro foram ao BNDG deixar seu sangue – trinta anos depois dos desaparecimentos. “No caso em que integrantes são adicionados ao Banco e se monta um novo grupo familiar, todas as amostras de possíveis vítimas de apropriação que guardamos no Banco são comparadas a essa família”, explica Florencia Gagliardi. Portanto, cada nova inserção de grupos familiares à base de dados gera comparações com o material de todos os jovens que já haviam recebido um resultado negativo. Mesmo anos depois de ter fechado a porta para essa possibilidade, Guillermo descobriu ser filho de Marcela Molfino e Guillermo Amarilla, ambos desaparecidos desde o dia 17 de outubro de 1979. Ele não chegou a conhecer suas avós, que morreram na década de 1980 sem sequer saber da existência de um quarto neto além dos três filhos que o casal Molfino Amarilla já tinha. Aos 29 anos, Guillermo descobriu sua origem. Hoje, ele é membro do comitê diretor das Abuelas e trabalha para que o Museo Sitio de Memoria ESMA se torne patrimônio mundial da Unesco. CULTURA.GOB.AR Museo Sitio de Memoria ESMA, Buenos Aires Aqui funcionou um dos 762 centros de detenção e tortura utilizados pelos militares e espalhados pelo país durante a ditadura argentina ESMA/FLICKR

  • Buscarita | Maternidades clandestinas

    Em alguns dos mais de 760 centros de detenção clandestinos que funcionaram durante a ditadura militar argentina existiram verdadeiras maternidades clandestinas, onde mulheres grávidas sequestradas davam à luz Maternidades clandestinas Como foi possível nascerem crianças nesse lugar? Quem hoje passa pelo número 8151 da Avenida del Libertador, em Buenos Aires, sente que ali há algo a ser notado. Uma atmosfera escondida por trás de muitos prédios que atualmente abrigam organismos e instituições ligadas aos direitos humanos. Um clima carregado de memória, verdade e justiça para os que conhecem ao menos um pouco da história do lugar onde funcionou a antiga Escola de Mecânica da Armada (ESMA). Foi lá que, entre 1976 e 1983, militares mantiveram presos, torturaram e mataram cerca de 5 mil homens e mulheres. Onde planos de sequestro, extermínio e execução eram traçados e de onde saíam grande parte dos vuelos de la muerte – método de execução adotado pelo regime militar argentino que consistia em jogar, de um avião, homens e mulheres atados a pedras em direção ao mar. Onde bebês nascidos em cativeiro eram separados de suas mães logo após o parto, que encurtava a sobrevida das mulheres que eram parcialmente poupadas para darem à luz. Ana María Martí foi sequestrada em 18 de março de 1977 e passou quase dois anos presa na ESMA, onde esteve submetida a condições subumanas, torturas e trabalho forçado. Recuperou sua liberdade em 15 de dezembro de 1978 e foi uma das testemunhas de julgamentos de crimes cometidos durante a ditadura. Em 2011, durante uma audiência que julgava o Plano Sistemático de Apropriação de Menores, Martí relatou que as grávidas eram mantidas vivas até o momento do parto. “Dentro da área das grávidas começaram a tratá-las muito melhor do que quando estavam na capucha. Comiam melhor, estavam mais limpas, podiam tomar banho.” De acordo com Maria Alicia Milia, que também esteve presa por quase dois anos na ESMA, na capucha, a principal diferença era que as gestantes não usavam capuzes, mas óculos que as permitiam ao menos respirar. Posteriormente receberam colchonetes e camas de metal, mas, assim como as outras detidas, comiam um sanduíche com mate pela manhã, no almoço e no jantar. Apesar dos relatos de melhores tratamentos na área das grávidas, não existia garantia alguma do bem-estar de qualquer um dos presos. Afinal, estavam privados de sua liberdade e sofriam diferentes tipos de violência – quando mantidos vivos. As mulheres que carregavam seus filhos foram sistematicamente submetidas a abusos, inclusive durante e após os partos, quando seus bebês eram imediatamente retirados de seus cuidados. As maternidades compunham um plano audacioso: o roubo sistemático dos filhos de desaparecidos. BEATRIZ GATTI BEATRIZ GATTI Esses bebês nunca mais veriam suas mães, mas a maioria deles também seria privada de uma vida inteira com suas famílias, irmãos, avós, tios e primos. Permanentemente separados. É essa a história da ESMA, um dos maiores e piores centros de detenção, tortura e extermínio registrados durante a ditadura militar argentina. Mas não o único. Também entre 1976 e 1983, espalhados por todo o país funcionaram outros 761 centros clandestinos dedicados à tortura e execução de militantes, estudantes, jornalistas, professores, religiosos e quaisquer outros enquadrados como “subversivos”. Equipes especializadas atuavam em locais nada preparados para operar uma parte importante do maquinário do regime: as maternidades clandestinas. Elas funcionavam em centros de detenção estratégicos para onde eram levadas cerca de 10% de todas as mulheres sequestradas, que estavam grávidas no momento da captura, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep). Segundo depoimentos de alguns sobreviventes que testemunharam as condições da maternidade na ESMA, as gestantes recebiam melhor tratamento quando saíam da capucha – local em que os prisioneiros ficavam encapuzados, algemados pelas mãos e pés e isolados em cubículos – e eram enviadas ao setor das grávidas. “Estava grávida de oito meses. Primeiro eles me despiram completamente e checaram minha vagina, olharam meu ânus e começaram a me bater assim, nua como eu estava. Tentei proteger minha barriga o tempo todo e perdi a consciência.” Merita Susana Sequeira sobrevivente da ESMA “Eu, quando estava um dia na cela com os olhos vendados, de repente comecei a sentir meu filho se mover e, para mim, isso foi incrível. Era a vida no meio da morte. Era sentir que havia um lugar que eles não tinham conseguido alcançar.” Ana María Careaga sobrevivente da ESMA “No momento do parto, ela disse 'Não, não cortem o cordão, quero tê-lo comigo uns minutos a mais, senti-lo em cima de mim'. Sabia que iam separá-los e pelo menos ainda estava junto a seu corpo através do cordão umbilical e em cima de seu peito.” Sara Solarz sobrevivente da ESMA

  • Buscarita | O Banco de Dados Genéticos

    O Banco Nacional de Dados Genéticos é o grande trunfo científico que permitiu às Abuelas a identificação mais precisa e ágil de seus netos apropriados Banco Nacional de Dados Genéticos Criado em 1987, o Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG) tornou-se a principal ferramenta da luta das Abuelas de Plaza de Mayo para encontrar os netos apropriados pela ditadura militar. O órgão hoje incorporado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina funcionava inicialmente sob a jurisdição de um hospital de Buenos Aires e utilizava métodos que avaliavam o produto dos genes, e não o DNA em si. Quando o BNDG foi criado, os estudos sobre o DNA ainda eram incipientes, e o Banco incorporou as novas tecnologias conforme elas foram desenvolvidas. A revolução genética produzida pelos cientistas foi criar um método inédito capaz de confirmar vínculos biológicos entre crianças e avós sem a presença dos pais, que estavam desaparecidos: esse era o índice de abuelidad , que foi o primeiro passo para a posterior sedimentação das análises em um banco de dados. Hoje, os geneticistas processam o perfil genético completo de cada amostra que entra no Banco, o que inclui informações sobre o DNA nuclear, DNA mitocondrial e cromossomos sexuais. O objetivo é chegar nos 99,99% de compatibilidade entre as amostras de sangue de pessoas das quais se suspeita que possam ser algum dos netos e dos grupos familiares que têm seus dados cadastrados no Banco. Dezenas de identidades foram recuperadas graças ao trabalho dos cientistas e das Abuelas, que impulsionaram o desenvolvimento de um órgão desse tipo, até hoje inédito em todo o mundo. Argentina na época Nem quatro anos após o fim da ditadura foram necessários até que se criasse o BNDG. Geneticistas, representantes das Abuelas e antropólogos reconhecem a rapidez do processo, que já tinha todos os ingredientes para se consolidar. Esta série de vídeos explica o contexto da criação do Banco. LEIA MAIS A ciência por trás O trabalho do Banco, capaz de mudar a vida das pessoas ao apresentá-las à sua verdade, é sustentado por pesquisadores e geneticistas experientes, que acompanharam estudos genéticos internacionais para aprimorar as técnicas utilizadas nas análises. A expectativa agora é encontrar o neto de número 133. LEIA MAIS Como chegar até o banco Entrevistas, análise de documentação, solicitações judiciais e investigações são alguns dos passos anteriores à realização dos testes genéticos no BNDG, que é a última etapa para confirmar ou descartar o vínculo de uma pessoa com famílias de desaparecidos durante a ditadura. LEIA MAIS VEJA O HISTÓRICO Linha do tempo BNDG

  • Buscarita | Próxima geração

    Diante de um processo difícil de busca pela própria identidade, os filhos dos possíveis netos apropriados podem ser a chave para incentivar novas respostas Próxima geração ‘Porque não’ não é resposta O Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG) completou seu 35º aniversário em 2022. Desde 1987 tem ajudado as Abuelas de Plaza de Mayo a identificar os netos roubados pela ditadura militar argentina e a devolver a identidade de mais de uma centena de pessoas. A últim a restituição aconteceu em dezembro de 2022. A restituição de identidade nunca é um processo fácil e atravessa gerações, tanto as anteriores quanto as seguintes. E ao mesmo tempo em que o fato de ter filhos pode dificultar a tomada de decisão em torno de dúvidas enterradas, é também justamente a geração descendente que tem potencial para impulsionar a continuidade da luta das Abuelas. Hoje em dia, os netos que as Abuelas ainda buscam devem ter entre 40 e 50 anos. É a geração de pais de crianças, adolescentes e jovens adultos – e é nisso em que investe cada vez mais esforços a instituição das Abuelas de Plaza de Mayo. “Acredito que estejamos em um momento histórico de desafio por já entrarmos em outra geração”, diz Tatiana Sfiligoy, uma das netas recuperadas pelas Abuelas que compõem o comitê diretor da organização. “Muitas vezes os adultos que se apresentam às Abuelas ou à CoNaDI (Comissão Nacional pelo Direito à Identidade) já têm filhos e são eles quem dão tração às buscas, porque fazem perguntas para as quais os pais não têm respostas ou talvez nunca tenham se questionado.” A instituição acredita que a possível insistência por respostas dos bisnetos pode motivar que cada vez mais netos procurem resolver as dúvidas a respeito das origens genealógicas. Segundo María Laura Rodríguez, do departamento de apresentações espontâneas das Abuelas, muitos jovens têm ido até a sede da associação para contar a história da família e compartilhar as suspeitas de que o pai ou a mãe possa ser um dos netos buscados pelas Abuelas. Como ainda não há tecnologia para identificar diretamente os bisnetos, a orientação dada por Rodríguez é que os jovens conversem com seus pais para que eles mesmos se apresentem à organização ou à CoNaDI, já que se trata de um processo espontâneo. A confirmação de parentesco entre bisnetos e avós a partir da genética, porém, pode não estar tão distante. De acordo com a cientista do BNDG Florencia Gagliardi, o Banco está empenhado em desenvolver novas técnicas e marcadores de genealogia capazes de identificar bisnetos e até tataranetos das Abuelas. “Pela sua trajetória em genética forense aplicada à identificação humana, equipamentos de última geração e profissionais formados, acredito que o Banco ainda tenha muito potencial dentro do país e para outras causas de direitos humanos pelo mundo”, afirma a chefe da área de DNA mitocondrial. Além do incentivo dados pelos supostos bisnetos, apostar nessa geração apoia-se no fato de que os filhos dos filhos dos desaparecidos não viveram pessoalmente o trauma da apropriação. Ou seja, se eles tiverem dúvidas sobre a origem de sua família, vão poder enfrentar a busca pelas respostas de forma um pouco menos incômoda e, por isso, dar mais apoio aos pais. O BNDG deve existir pelo menos até que se identifique o 500º neto apropriado durante a ditadura militar. “O Banco nos dá a segurança e a tranquilidade de que, mesmo quando nós não estejamos mais aqui e todas as Abuelas se forem, ele continuará firme para dar respostas sobre a história dos argentinos”, acredita Claudia Poblete Hlaczik, neta da Abuela Buscarita Roa e também membro do comitê diretor da instituição. Por enquanto, cabe aos netos já restituídos e filhos de desaparecidos garantir que o trabalho feito pelas Abuelas se mantenha firme e siga em frente, além de se empenhar na manutenção da memória histórica da ditadura e da instituição. “Há Madres e Abuelas que, em suas cadeiras de rodas e com suas bengalas, continuam vindo, estando presentes e pressionando o Estado e a justiça”, diz Lorena Battistiol Colayago, que busca um irmão ou irmã nascido durante o cativeiro de sua mãe. “Se essas mulheres de 90 anos se levantam todas as manhãs e saem para lutar, não nos resta outra opção a não ser acompanhá-las e seguir seu trabalho. É um compromisso moral”, afirma ela, que é diretora nacional de espaços de memória da Secretaria de Direitos Humanos da Argentina.

  • Termos e Condições | Moray Dive School

    Termos e Condições Os Termos e Condições (“Termos”) são um conjunto de termos jurídicos definidos pelo proprietário de um site. Eles estabelecem os termos e condições que regulam as atividades dos visitantes e o relacionamento entre os visitantes e o proprietário do site. Os termos devem ser estabelecidos de acordo com as necessidades específicas e a natureza de cada site. Por exemplo, um site que oferece produtos a clientes envolvendo transações de comércio eletrônico precisa ter termos que sejam diferentes dos termos de um site que oferece somente informações. Os termos dão ao proprietário do site a capacidade de se proteger em caso de uma possível exposição jurídica. Em geral, o que é preciso abordar nos Termos e Condições? Quem pode usar o site; quais são os requisitos para criar uma conta (se for relevante) Termos comerciais importantes oferecidos aos clientes Métodos de pagamento (Cartões de crédito/débito, PayPal, Boleto bancário, etc.) Salvaguarda do direito de modificar a oferta Garantias e responsabilidade por serviços e produtos Titularidade de propriedade intelectual, direitos autorais e logos Direito de suspender ou cancelar contas de membros Indenização Limitação de responsabilidade Direito de alterar e modificar os Termos Direito aplicável e resolução de demandas Informações de contato Confira este artigo de suporte para saber mais sobre como criar uma página de Termos e Condições. As explicações e informações fornecidas aqui são apenas exemplos gerais. Não confie neste artigo como orientação jurídica ou como recomendações sobre o que você realmente deve fazer. Recomendamos que você busque orientação jurídica se precisar de ajuda para entender e criar seus Termos.

  • Buscarita | História do BNDG

    Desde antes de sua criação, em 1987, confira os principais fatos sobre o Banco Nacional de Dados Genéticos Linha do tempo História do BNDG entre 1976 e 2015 Fonte: "Ciencia x la identidad - Historia viva del Banco Nacional de Datos Genéticos" Arte: Mathias Gatti

  • Buscarita | Sobre o tema

    Confira indicações de filmes e livros a respeito das apropriações durante a ditadura argentina, a resposta das Abuelas de Plaza de Mayo e a busca pela restituição de centenas de identidades Sobre o tema Livros, filmes e documentos para se aprofundar La historia de Abuelas Abuelas de Plaza de Mayo El padre en la apropiación de niños María Elena Domínguez Argentina 1985 (2022) Santiago Mitre 500 - Os Bebês Roubados pela Ditadura Argentina (2013) Alexandre Valenti Las Abuelas y la genética Abuelas de Plaza de Mayo Las viejas Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora A História Oficial (1985) Luis Puenzo 99,9% - La ciencia de las Abuelas (2012) Canal Encuentro Ciencia x la identidad Banco Nacional de Dados Genéticos La Convención sobre los Derechos del Niño en la Argentina Carla Villalta e Soledad Gesteira O Dia em que Eu Não Nasci (2011) Florian Cossen Pañuelos para la Historia (2015) Alejandro Haddad e Nicolás Valentini La biografía de Estela de Carlotto Javier Folco No nos han vencido Luis Zarranz La Casa de los Conejos (2021) Valeria Selinger Secreto a Voces (2018) Misael Bustos Confira a lista de referências utilizadas no projeto

  • Buscarita | Abuelas de Plaza de Mayo

    Quem são as Abuelas de Plaza de Mayo e como elas se organizaram para buscar os netos apropriados durante a ditadura militar Abuelas de Plaza de Mayo As avós argentinas que enfrentaram o regime militar para encontrar os netos apropriados pela ditadura Trajetória As Abuelas de Plaza de Mayo surgiram em outubro de 1977 após, em uma ronda das Madres de Plaza de Mayo, alguém se questionar sobre o paradeiro dos netos (pequenos ou recém-nascidos) que também estavam desaparecidos. Doze mulheres passaram a se organizar para “buscar aos netos sem esquecer dos filhos”, criando assim as Abuelas Argentinas con Nietitos Desaparecidos. Logo depois, adotariam o nome atribuído a elas pela mídia internacional: Abuelas de Plaza de Mayo. leia mais Buscas Delegacias, igrejas, hospitais e quartéis não davam nenhuma informação concreta sobre o paradeiro dos filhos e netos desaparecidos. Então, as Abuelas passaram a buscar por conta própria, assumindo o papel de detetives à procura das crianças que haviam sido sequestradas junto aos pais. Não passou muito tempo até elas começarem a rodar o mundo para chamar a atenção da comunidade internacional e também dos cientistas, a quem recorreram para desenvolver o grande trunfo de suas buscas: o Banco Nacional de Dados Genéticos. leia mais Legado A luta das Abuelas surgiu como um legado deixado por seus filhos desaparecidos. E seu trabalho incansável, por sua vez, é hoje uma herança à sociedade argentina, que vê a elas e a outros organismos de direitos humanos como referências para impedir que nunca mais se repitam as atrocidades do passado. leia mais Futuro Com poucas Abuelas ainda em atividade, a associação passa por um momento de transição geracional. Os netos restituídos e outros parentes de desaparecidos garantem a continuidade da instituição até que se resolva o último caso de neto desaparecido, com o auxílio do Banco Nacional de Datos Genéticos (BNDG) e dos bisnetos, que podem ser um combustível fundamental para o processo de busca de identidade de quem tem suspeitas sobre as próprias origens. leia mais

  • Buscarita | Legado das Abuelas de Plaza de Mayo

    A luta das Abuelas de Plaza de Mayo se solidificou na associação criada em outubro de 1977. Especialistas e personagens centrais das apropriações relatam como as avós argentinas marcaram suas próprias histórias e a de toda a sociedade Legado Como isso é possível? Se mataram os filhos destas senhoras, muitas delas enfrentaram situações horrorosas, há mais de 30 anos as estão despistando, com um Estado que virou as costas, com todos os problemas, com a incompreensão da sociedade, com acusações terríveis… E você vê que estão alegres… O que acontece é que esse objetivo [de buscar] é como uma missão herdada de seus filhos. É como se eles tivessem dito: 'deixo isso com você, procure e resolva'." Remo Carlotto é irmão de Laura Carlotto, sequestrada e assassinada pelos militares em 1977, e filho de Estela de Carlotto, presidente das Abuelas de Plaza de Mayo Uma herança de luta As Abuelas levaram muito a sério a tarefa de buscar seus netos. Divulgaram pelo mundo o que se passava na ditadura argentina, conquistaram boa parte da opinião pública, revolucionaram a genética e criaram um legado de luta com a qual muitas delas nem imaginavam se envolver um dia. Formadas por mães de militantes, algumas das quais até desaprovavam a atuação dos filhos, as Abuelas se viram diante de uma missão movida pelo amor e pela busca por justiça. Deram à luz como avós e resgataram a verdade de, até agora, 130 casos de crianças apropriadas, que puderam recuperar sua identidade. E ajudam a manter viva a memória de um processo atroz e violento ao entoar o coro de que “nunca mais” ele deve se repetir. O legado das Abuelas e de cada avó é observado de maneira muito particular em cada depoimento dado por cientistas, antropólogos, filhos de desaparecidos e netos recuperados, mas todos têm em comum a ideia de que a atuação delas atravessa invariavelmente a luta por memória, verdade e justiça. Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Lorena Battistiol Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Miguel Santucho Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Victor Penchaszadeh Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Carla Villalta Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Claudia Poblete Hlaczik

Projeto de conclusão de curso de Beatriz Gatti para a obtenção do diploma de bacharelado

em jornalismo pela ECA-USP, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Rosana de Lima Soares.

© 2022 Buscarita

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