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- Política de Cookies | Moray Dive School
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- Buscarita | Como ajudar
Saiba como contribuir para a luta das Abuelas de Plaza de Mayo, com informações ou divulgação Como ajudar Se você tem motivos para suspeitar que possa ser um dos netos buscados pelas Abuelas, basta entrar em contato com elas através do site abuelas.org.ar ou enviar um e-mail para abuelas@abuelas.org.ar . Se você conhece alguém que possa ter nascido na Argentina e tenha dúvidas sobre sua identidade, o endereço denuncias@abuelas.org.ar está disponível para receber mais informações. O formulário abaixo serve também como ponte de contato até as Abuelas. Sinta-se à vontade para compartilhar quaisquer informações, inclusive de forma anônima. Se você não duvida da própria identidade nem conhece alguém que possa ser um dos netos das Abuelas, mas tem interesse em ajudá-las, você pode contribuir divulgando sua luta e ampliando o alcance das buscas. Confira mais informações sobre o trabalho delas no site institucional e nas redes sociais, principalmente o Instagram , onde as novas campanhas são amplamente difundidas. Seu nome Seu e-mail Mensagem Enviar Obrigada pela mensagem. Não é fácil que te digam que você não é filha ou filho de fulano. Mas não há nada melhor do que a verdade. Nós trabalhamos pela verdade e pela justiça. Por isso, a todas as pessoas que têm dúvidas sobre sua identidade: venham às Abuelas, conversem conosco; nós temos equipes especializadas de cientistas, psicólogos e advogados, ou seja, todos capacitados para que as pessoas com dúvidas possam se encontrar. Buscarita Roa , Abuela de Plaza de Mayo
- Buscarita | Histórias dos netos
As mais de 130 restituições de identidade já alcançadas pelas Abuelas carregam muitas histórias distintas. Conheça alguns dos netos que se somaram a essa luta Histórias Nesta página, a trajetória de quatro netos restituídos representa a diversidade de situações, sentimentos e processos vividos por aqueles que tiveram a identidade restituída graças às Abuelas de Plaza de Mayo e ao Banco Nacional de Dados Genéticos Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo ABUELAS.ORG.AR Mirta Britos, Oscar Ruarte, Alberto Jotar e Laura Malena: mãe, pai, padrasto e irmã de Tatiana ABUELAS.ORG.AR Ana María Granada e Gastón Gonçalves, pais de Manuel FPB JOSÉ POBLETE O casal Gertrudis Hlaczik e José Poblete Roa com a flha Claudia LUCIANA BARRERA ORO/ANCOM-UBA Guillermo Amarilla Molfino exibe as fotos de seus pais, Guillermo Amarilla e Marcela Molfino MARTÍN ACOSTA Tatiana e sua avó paterna, Amalia Pérez de Ruarte BBC/REPRODUÇÃO Manuel (dir.) e seu irmão Gastón, baixista da banda argentina Los Pericos ABUELAS.ORG.AR Claudia e sua avó Buscarita Roa, mãe de Pepe Oscar foi sequestrado em Córdoba, em 1976, em uma das muitas vezes em que voltava de Buenos Aires após deixar a filha de três anos com a ex-companheira, Mirta. Antes de se separarem, haviam militado juntos pelo Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT). Em agosto de 1977, a pequena Tatiana ganhou uma meia-irmã, fruto da relação entre Mirta e seu novo companheiro, Alberto. “Eu me lembro de perguntar por que ela segurava aquela roupa de bebê e ela me responder: ‘Porque você vai ter uma irmãzinha, eu estou grávida’”, conta Tatiana. Dois meses e meio depois do nascimento de Laura, a mãe e o padrasto de Tatiana também foram sequestrados. Militares invadiram a casa da família para levar Alberto e capturaram Mirta na rua. As meninas de apenas quatro anos e dois meses estavam com a mãe, foram abandonadas em uma praça e posteriormente levadas a diferentes orfanatos. Manuel não chegou a conhecer seu pai, Gastón, que havia sido sequestrado no primeiro dia do regime militar na Argentina – 24 de março de 1976 –, três meses antes do nascimento do filho. A casa de Gastón e Ana María foi alvejada por 40 homens do exército armados com metralhadoras, granadas e bombas de gás lacrimogêneo em 19 de novembro de 1976, assassinando a mãe do pequeno Manuel, então com cinco meses de idade. Antes de morrer, Ana María colocou o bebê dentro de um armário, que o salvou dos gases e das balas. Único sobrevivente do ataque que matou Ana María e a outra família que estava na casa – um casal e duas crianças de três e cinco anos –, Manuel foi levado junto aos corpos a um hospital. Para se recuperar dos problemas respiratórios causados pelos gases, o bebê ficou quatro meses internado sob custódia policial. Depois, um juiz ordenou que ele fosse entregue a uma família com quem não tinha nenhum vínculo biológico. Aos oito meses de idade, Claudia foi apropriada por um tenente-coronel e sua esposa após ter sido levada junto a sua mãe, Gertrudis, ao centro clandestino Olimpo, em Buenos Aires. No mesmo dia do sequestro da companheira e da filha, José (ou Pepe), também foi levado pelos militares. A menina foi criada e registrada como filha própria de um casal que já tinha cerca de 50 anos na época. Foi só durante a adolescência que Claudia começou a se questionar sobre a possibilidade de não ser filha biológica daqueles que se diziam seus pais, devido à idade avançada deles. Mas o que se sobressaía entre as preocupações da menina em relação ao casal era que eles morressem e ela ficasse sozinha. Quando foi sequestrada junto a seus três filhos, em 17 de outubro de 1979, Marcela não sabia que estava grávida de um mês. Em junho de 1980, ela deu à luz seu quarto filho, ainda no centro de detenção Campo de Mayo, em Buenos Aires. O bebê Guillermo foi apropriado por um militar que trabalhava lá, que com a ajuda de um médico falsificou todos os documentos necessários. A ausência de vínculos com aqueles que o tinham criado passou a alimentar as dúvidas em Guillermo, que foram crescendo e o levaram às Abuelas de Plaza de Mayo em 2007, quando já tinha 27 anos. A suspeita nos documentos motivou uma análise genética no Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG), que deu um resultado negativo. Deu negativo porque as famílias de Marcela e seu companheiro (também chamado Guillermo) não tinham conhecimento da gravidez. A história só mudou graças ao depoimento de Silvia Tolchinsky em um dos julgamentos referentes ao Campo de Mayo. A sobrevivente do centro de detenção relatou que Marcela Molfino esteve grávida enquanto detida e que deu à luz. Depois disso, as famílias Molfino e Amarilla foram convocadas a deixar suas amostras de sangue no BNDG, que posteriormente refez as comparações com o sangue de possíveis netos. Dessa vez, Guillermo recebeu um resultado diferente: descobriu que ele era Guillermo Amarilla Molfino, filho de Marcela e Guillermo, militantes da organização Montoneros e desaparecidos desde 1979. Tatiana foi o primeiro caso de restituição pelas Abuelas de Plaza de Mayo. Com respectivamente seis e dois anos, ela e sua irmã estavam sob a guarda do casal Sfiligoy, que queriam adotá-las, quando uma denúncia permitiu que elas fossem localizadas pelas avós no juizado em que corria o processo de adoção. Era 1980, e o BNDG só surgiria sete anos depois. Naquela época, as Abuelas procuravam seus netos principalmente com base em fotos e em informações físicas que tinham das crianças quando muito pequenas, como marcas de nascença. As avós de Tatiana e Laura souberam que haviam encontrado as meninas assim que viram a irmã mais velha, cuja aparência ainda era praticamente idêntica. “Eu me lembro que, nesse primeiro encontro, me perguntaram se eu reconhecia aquelas pessoas e eu disse que não, acho que por medo ou como um mecanismo de defesa”, conta Tatiana. Em outra ocasião, 15 dias depois, ela finalmente reconheceu as avós e iniciou a partir daí seu processo de restituição. As meninas continuaram morando com Inés e Carlos Sfiligoy pois as avós viram que, embora tenham sido separadas da família biológica, elas estavam bem e sendo criadas por um casal que as adotou de boa fé, sem saber de sua origem e sem privá-las de conhecer sua verdadeira identidade. As crianças seguiram vivendo com os pais adotivos, mas com o compromisso de também estar com a família biológica. Manuel já sabia que era adotado, mas nunca imaginou que seria filho de desaparecidos. Foi encontrado após as Abuelas traçarem o caminho pelo qual o menino foi levado, que passou pelo hospital e terminou no juizado de menores. Elas, então, conseguiram descobrir o novo nome que havia sido dado a Manuel e o localizaram. A Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) teve papel fundamental na busca de Manuel ao descobrir e coletar amostras dos restos de sua mãe, Ana María. Em 1997, ele fez os testes no BNDG que confirmaram sua identidade. Fã da banda Los Pericos, Manuel jamais pensou que o resultado revelaria ainda que o baixista do grupo é seu irmão. “Ele era filho único e eu também, e de repente ambos ganharam um irmão. Ele tem três filhos, então imediatamente eu também virei tio. É muito bonito dizer que eu tenho um irmão, eu falo dele, ele fala de mim, e nos vemos sempre que podemos”, diz Manuel. Durante as brincadeiras de criança, Claudia nunca fez questão de fingir ser a protagonista do desenho suíço Heidi. Ela preferia interpretar a amiga de Heidi, Clara, uma menina loira que andava de cadeira de rodas. “Isso enlouqueceu meus apropriadores, porque eles diziam ‘credo, isso vai atrair coisas ruins, é muito estranho uma menina brincar que não consegue andar’”, conta Claudia. Aos dois anos, ela ganhou de presente um boneco que tinha as pernas curtinhas, de quem não largava onde quer que fosse. Decidiu chamá-lo de Pepe. Foi só depois de fazer o teste genético e descobrir sua verdadeira origem que Claudia tomou conhecimento de que todos chamavam seu pai biológico de Pepe, embora seu nome fosse José. As coincidências não param por aí: Pepe também era uma pessoa com deficiência – havia perdido as duas pernas em um acidente com um trem ainda na adolescência. Uma vez em contato com a família biológica, Claudia soube também que, quando bebê, dava muita risada ao subir no colo de seu pai enquanto sua mãe, Gertrudis, empurrava os dois em cima da cadeira de rodas. “Eu não acredito muito em misticismos, mas isso é um fato. É algo estranho que eu fazia na infância, que talvez esteja relacionado a memórias que vivi quando bebê. Pode ser algo mágico e místico ou simplesmente uma lembrança, dessas coisas que ficam”, comenta ela. Descobrir a verdade Três netos restituídos a partir do trabalho do Banco Nacional de Dados Genéticos contam qual foi a primeira reação logo após receberem o resultado do teste Para conferir a tradução em português, dê o play e clique sobre o botão da nota musical Reencontrar a família (e a si mesmo) Netos entrevistados contam como foi o reencontro com as avós que os buscaram incessantemente Para conferir a tradução em português, dê o play e clique sobre o botão da nota musical
- Buscarita | Trajetória das Abuelas de Plaza de Mayo
Em mais de 45 anos de luta, as Abuelas de Plaza de Mayo enfrentaram muitos obstáculos mas também receberam apoio de diversos atores da sociedade. Como associação, prometem seguir em atividade até encontrar o último neto apropriado Trajetória Quem são elas Já desde antes da ditadura militar argentina, que teve seu início em 24 de março de 1976, homens e mulheres desapareciam. Às vezes porque eram militantes que fugiam para não ser pegos, e muitas vezes porque eram sequestrados pela Aliança Anticomunista Argentina (Triple A) ou pelos próprios militares. Com o início da ditadura, rapidamente passaram a ser milhares os pais, tios e tias, irmãos e irmãs e filhos e filhas que não voltavam para casa. Mas, dessa vez, as mães sabiam que eles não estavam se escondendo: tinham sido levados. Movidas pelo amor e pela angústia de não ter informações sobre o paradeiro de seus filhos, muitas mães começaram a ir a delegacias, onde ninguém lhes respondia sobre o que poderia ter acontecido com eles. Iam a hospitais, quartéis, igrejas e tribunais, e ninguém dizia nada. Até esse momento, porém, ainda não estavam organizadas. Foi justamente a partir de encontros recorrentes nesses lugares que elas se conheceram e perceberam que aquela luta não teria frutos se fosse individual: tinham que se unir e atuar coletivamente. Como nenhum órgão público dava respostas sobre seus filhos – e muito menos agia para procurá-los –, as mães passaram a ir à Praça de Maio, em Buenos Aires, onde fica localizada a Casa Rosada, sede do governo nacional. À espera de informações, sentaram-se em frente à estátua de Belgrano, mas logo um policial as obrigou a circular, argumentando que o estado de sítio não permitia que permanecessem ali. Então, cumpriram a ordem e começaram a circular, mas ao redor da estátua. Daquele dia em diante, toda semana se reuniriam para fazer rondas em torno do monumento de bronze. Por isso, se tornaram as Madres de Plaza de Mayo – ou Mães da Praça de Maio –, associação criada em abril de 1977. Em 1º de outubro de 1977, as Madres decidiram se unir à peregrinação católica à cidade de Luján, que reunia milhares de argentinos anualmente. Na ocasião, elas pretendiam divulgar sua luta e, para isso, decidiram criar uma forma que as identificasse em meio à multidão. Algumas sugestões foram dadas até que alguém disse: "E que tal colocarmos uma fralda na cabeça? Todas temos uma fralda de pano dos meninos em casa". Então, cada uma das mães amarrou um lenço branco na cabeça. Elas chegaram a ser confundidas com freiras, mas logo aquelas fraldas de pano se tornariam o maior símbolo da luta das Madres de Plaza de Mayo. A cada quinta-feira – dia escolhido para as rondas –, somavam-se mais mulheres à luta. Até que um dia uma delas se afastou para perguntar às outras se mais alguém estava procurando por uma filha ou nora grávida ou até por algum de seus netos. E uma a uma foram se apresentando. A partir daí, elas se deram conta de que também precisavam buscar os filhos dos filhos e se organizar para isso. Na semana seguinte, em outubro de 1977, um grupo de 12 mulheres se reuniu para definir os primeiros passos da organização cuja luta segue até hoje. Naquele momento autodenominadas Abuelas Argentinas con Nietitos Desaparecidos, logo adotaram o nome dado a elas pela mídia internacional: Abuelas de Plaza de Mayo, cujo slogan era “buscar aos netos sem esquecer dos filhos”. Registro da tomada do poder pelos militares em 1976 (Eduardo Di Baia/Archivo AP) Fila de pessoas em busca de informações sobre desaparecidos (Jorge Sanjurjo/Archivo Crónica) Mães mostram fotos de seus filhos À direita, Raquel Marizcurrena, uma das fundadoras das Abuelas de Plaza de Mayo (Archivo Abuelas) Faixa de Madres e Abuelas em protesto (Archivo de Abuelas de Plaza de Mayo) As rondas das Madres e Abuelas (Archivo General de la Nación) Estela de Carlotto (centro) e Rosa Roisinblit (esquerda) (Archivo de Abuelas de Plaza de Mayo) Madres e Abuelas exigem aparição de filhos e netos com vida (Archivo de Abuelas de Plaza de Mayo) (Archivo de Abuelas de Plaza de Mayo) (Archivo de Abuelas de Plaza de Mayo) “Os militares nos subestimavam por sermos mulheres. Diziam: 'Deixem-nas para lá. Essas loucas vão se cansar'. Isso não aconteceu e não só não paramos de caminhar como construímos todo um espaço de busca.” Estela Barnes de Carlotto presidenta das Abuelas de Plaza de Mayo DANIEL GARCIA/AFP
- Política de Privacidade | Moray Dive School
Política de Privacidade Uma política de privacidade é uma declaração que comunica algumas ou todas as formas como um site coleta, usa, divulga e administra os dados de seus visitantes e clientes. Ela cumpre a exigência legal de proteção à privacidade do visitante ou cliente. Cada país tem suas próprias leis, com requisitos que variam segundo a jurisdição em relação ao uso de políticas de privacidade. Certifique-se de cumprir a legislação relevante para suas atividades e localização. Em geral, o que é preciso abordar na Política de Privacidade? Que tipo de informações são coletadas? Como as informações são coletadas? Por que você coleta as informações pessoais? Como você armazena, usa, compartilha e divulga informações pessoais de quem visita o seu site? Como (e se) você comunica isso aos visitantes do seu site? O seu serviço segmenta e coleta informações de menores de idade? Atualizações da Política de Privacidade Informações de contato Confira este artigo de suporte para receber mais informações sobre como criar uma Política de Privacidade. As explicações e informações fornecidas aqui são apenas exemplos gerais. Não confie neste artigo como orientação jurídica ou como recomendações sobre o que você realmente deve fazer. Recomendamos que você busque orientação jurídica se precisar de ajuda para entender e criar sua política de privacidade.
- Buscarita | Como fazer a análise genética
A realização do teste no Banco Nacional de Dados Genéticos é a etapa final de um processo minucioso de investigação, que envolve a CoNaDI e, em alguns casos, a justiça argentina Como fazer o teste Antes de chegar ao banco O resultado de um teste genético feito no Banco Nacional de Dados Genéticos é a última etapa de um minucioso processo de investigação sobre as origens de uma identidade. O BNDG só avalia amostras de sangue quando a análise de documentos, informações e depoimentos não permite excluir a possibilidade de que determinada pessoa seja filha ou filho de desaparecidos. Ou seja, não se sai fazendo análises de todos que suspeitam de sua identidade: elas são como a instância final para confirmar ou refutar a hipótese de que alguém seja neta ou neto das Abuelas de Plaza de Mayo. O primeiro passo é dar início à investigação. Ao longo dos anos, as Abuelas receberam muitas denúncias anônimas ou nominais em relação a possíveis casos de apropriação. Durante ou logo após a ditadura, não eram raras os telefonemas de vizinhos ou amigos que suspeitavam de um casal que havia aparecido, do dia para a noite, com um bebê em casa. Com as campanhas de conscientização das Abuelas, várias denúncias passaram a chegar também muitos anos depois do fim da ditadura a partir de quem resolveu contar o que sabia ou se lembrou de alguma informação que poderia ter a ver com casos de apropriação. Busca ativa pela própria identidade No final dos anos 1990, quando as Abuelas se deram conta de que os netos também poderiam estar em busca delas, a instituição criou a área de apresentação espontânea para receber pessoas com dúvidas sobre sua identidade. No segundo andar do prédio que abriga a sede das Abuelas, no bairro portenho de Montserrat, quatro pessoas se dividem para atender e fazer entrevistas com todos que chegam com suspeitas relacionadas à sua origem. os vínculos biológicos. “A ideia é gerar um espaço tranquilo, de muita conversa, que dura entre 45 minutos e 1 hora e meia”, conta Rodríguez, que começou a trabalhar na área em 2005. Como muitos documentos foram falsificados durante a ditadura, às vezes é difícil confirmar a data de nascimento. Mas há alguns caminhos que descartam a possibilidade de que alguém seja um possível neto das Abuelas. “Se a pessoa foi registrada antes de 1975, por exemplo, ela não é filha de desaparecidos”, afirma Rodríguez. “A certidão diz quando a pessoa foi registrada, que é diferente da data de nascimento. A data de registro é a que temos como verdadeira, porque ninguém vai registrar um bebê que ainda não tem”, acrescenta ela. Como a ditadura começou em 1976, não teria como alguém registrado em 1974 ter sido vítima de apropriação. A situação é diferente em casos de registro posterior a 1976. Paula Eva Logares, por exemplo, foi sequestrada junto à mãe em 1978 e registrada por militares como recém-nascida naquele ano. Só que ela já tinha quase dois anos. A investigação e análise desses documentos cabe à Comissão Nacional pelo Direito à Identidade (CoNaDI). Papel do Estado nas buscas Diferentemente do Banco Nacional de Dados Genéticos, a CoNaDI está aberta ao público para receber pessoas com dúvidas e ajudá-las na busca. Todas as pessoas que passam pela área de apresentação espontânea das Abuelas, inclusive, são encaminhadas à comissão, que é responsável por abrir investigações e dar prosseguimento (ou não) ao pedido de análise genética no BNDG. Para chegar ao Banco, portanto, todos os casos passam pela CoNaDI – exceto os que são investigados diretamente pela justiça, que também pode ordenar a realização de testes genéticos. "As Abuelas, como ONG, atendem a pessoa e a encaminham para a CoNaDI, que é o Estado. Então, pegamos essa informação, abrimos um arquivo e começamos a trabalhar no caso. Se a documentação não der respostas quanto à origem biológica da pessoa, ordenamos ao BNDG que colha uma amostra, realize a análise e nos informe o resultado." Manuel Gonçalves Granada secretário-executivo da CoNaDI e neto restituído pelas Abuelas de Plaza de Mayo em 1997 Uma delas é María Laura Rodríguez. Segundo ela, cerca de 500 pessoas entram em contato com as Abuelas anualmente para apresentar suas dúvidas. Esse número sofreu variações ao longo do tempo: começou com 50 pessoas nos primeiros anos, chegou a 800 após um programa de televisão abordar o tema da restituição e oscilou conforme restituições impactantes aconteceram, como a de Ignacio Montoya Carlotto, neto da presidenta Estela de Carlotto, em 2014. Nas entrevistas, que são confidenciais, o objetivo é identificar as pessoas que nasceram entre 1975 e 1980, anos considerados chaves para casos de apropriação, e entender o que motiva as dúvidas das pessoas. Há quem chegue já com a informação de que não é filho biológico de quem o criou – os que sabem que são adotados – e há quem suspeite sobre O músico Ignacio Montoya Carlotto, neto da presidenta das Abuelas, Estela de Carlotto, recuperou sua identidade em 2014 ARCHIVO ABUELAS As análises genéticas Cada amostra de DNA que entra no Banco tem seu perfil genético completo extraído – e uma parte é guardada como ‘reserva’ para análises posteriores. Com o perfil genético processado, um computador faz a comparação entre o material do suposto neto e o de cerca de 300 grupos familiares armazenados no Banco. “Em um caso de combinação, a primeira coisa a ser feita é repetir toda a análise a partir das amostras de reserva”, explica Florencia Gagliardi, chefe da área de DNA mitocondrial do Banco. A conclusão da análise é encaminhada à CoNaDI, que dá a notícia aos envolvidos de maneira sigilosa. Em caso de compatibilidade, o grupo familiar correspondente também é avisado. “Mas o resultado só é feito público se é da vontade da pessoa. As Abuelas informam [à sociedade] que encontraram um novo neto ou neta, que é filho de tal pessoa, e nada mais. Não revelam como a pessoa se chama atualmente, nem onde vive”, diz Manuel Gonçalves. “Isso é feito para que a pessoa possa ter o tempo de seu processo de restituição respeitado”, acrescenta o representante da CoNaDI. De acordo com Gagliardi, são realizadas entre 1 mil e 1,2 mil análises genéticas anualmente, e o tempo médio até que saiam os resultados é de cerca de três meses. Com a ajuda do BNDG, Carina Rosavik e Carolina Sangiorgi descobriram, após 40 anos, serem irmãs. O resultado foi descoberto em setembro de 2022 Outros casos (e causas) do Banco Criados para procurar exclusivamente os filhos de desaparecidos, a CoNaDI e o BNDG hoje também ajudam a resolver casos de tráfico de bebês que não tenham a ver diretamente com a ditadura. “A questão aqui é tratar de resolver a origem biológica das pessoas, não importa o período, quem esteve envolvido nisso ou a relação com a ditadura”, afirma Gonçalves. Há alguns anos, o Banco tem trabalhado em situações que não necessariamente são exclusivas ao terrorismo de Estado, o que já resultou em 19 reencontros entre mães e filhos que foram vítimas de tráfico de bebês. As análises também ajudaram a revelar casos de irmandade, como o de Carina Rosavik e de Carolina Sangiorgi , que se descobriram 100% filhas do mesmo pai e da mesma mãe após mais de 40 anos separadas. MAURO V. RIZZI/LA NACIÓN Netos que ninguém busca São 300 os grupos familiares que seguem à espera de um resultado positivo. “É um número dinâmico”, comenta Florencia Gagliardi. “Talvez algum grupo familiar tenha tido o caso resolvido e outros tenham sido incorporados.” A geneticista refere-se tanto à possibilidade de novas denúncias surgirem quanto às situações em que uma família descobre que a filha ou companheira do filho deu à luz enquanto estava presa em um dos centros de detenção. Foi o que aconteceu com Guillermo Amarilla Molfino. Em 2007, ele procurou as Abuelas para apresentar suas dúvidas e contar sua história, que o encaixava muito bem à possibilidade de ser um neto apropriado. Em sua certidão de nascimento, constava que ele havia nascido no Campo de Mayo, em Buenos Aires. Não estava escrito ‘Hospital Militar de Campo de Mayo’, mas apenas ‘Campo de Mayo’, que é uma base militar onde funcionaram um centro de detenção e uma maternidade clandestina. Guillermo deixou sua amostra no BNDG e posteriormente recebeu a notícia de que seu DNA não havia demonstrado compatibilidade suficiente com nenhum dos perfis do Banco. “Quando veio o resultado negativo, fechei as portas e disse ‘bem, essa questão acaba aqui’. O que eu queria era fazer uma pergunta, não importava se a resposta fosse sim ou não, qualquer opção era possível. A resposta foi não; então, aceitei, arrumei minha mochila e segui meu caminho”, conta ele. Dois anos depois, o depoimento de uma sobrevivente do Campo de Mayo alteraria a trajetória de Guillermo. Silvia Tolchinsky relatou em 2009 que Marcela Molfino estava grávida no ano de 1980, enquanto esteve detida no Campo de Mayo. Nem a sua própria família sabia, pois quando Marcela foi sequestrada, em 1979, a gestação estava ainda no primeiro mês. A partir do testemunho, as famílias de Marcela e seu companheiro foram ao BNDG deixar seu sangue – trinta anos depois dos desaparecimentos. “No caso em que integrantes são adicionados ao Banco e se monta um novo grupo familiar, todas as amostras de possíveis vítimas de apropriação que guardamos no Banco são comparadas a essa família”, explica Florencia Gagliardi. Portanto, cada nova inserção de grupos familiares à base de dados gera comparações com o material de todos os jovens que já haviam recebido um resultado negativo. Mesmo anos depois de ter fechado a porta para essa possibilidade, Guillermo descobriu ser filho de Marcela Molfino e Guillermo Amarilla, ambos desaparecidos desde o dia 17 de outubro de 1979. Ele não chegou a conhecer suas avós, que morreram na década de 1980 sem sequer saber da existência de um quarto neto além dos três filhos que o casal Molfino Amarilla já tinha. Aos 29 anos, Guillermo descobriu sua origem. Hoje, ele é membro do comitê diretor das Abuelas e trabalha para que o Museo Sitio de Memoria ESMA se torne patrimônio mundial da Unesco. CULTURA.GOB.AR Museo Sitio de Memoria ESMA, Buenos Aires Aqui funcionou um dos 762 centros de detenção e tortura utilizados pelos militares e espalhados pelo país durante a ditadura argentina ESMA/FLICKR
- Buscarita | Maternidades clandestinas
Em alguns dos mais de 760 centros de detenção clandestinos que funcionaram durante a ditadura militar argentina existiram verdadeiras maternidades clandestinas, onde mulheres grávidas sequestradas davam à luz Maternidades clandestinas Como foi possível nascerem crianças nesse lugar? Quem hoje passa pelo número 8151 da Avenida del Libertador, em Buenos Aires, sente que ali há algo a ser notado. Uma atmosfera escondida por trás de muitos prédios que atualmente abrigam organismos e instituições ligadas aos direitos humanos. Um clima carregado de memória, verdade e justiça para os que conhecem ao menos um pouco da história do lugar onde funcionou a antiga Escola de Mecânica da Armada (ESMA). Foi lá que, entre 1976 e 1983, militares mantiveram presos, torturaram e mataram cerca de 5 mil homens e mulheres. Onde planos de sequestro, extermínio e execução eram traçados e de onde saíam grande parte dos vuelos de la muerte – método de execução adotado pelo regime militar argentino que consistia em jogar, de um avião, homens e mulheres atados a pedras em direção ao mar. Onde bebês nascidos em cativeiro eram separados de suas mães logo após o parto, que encurtava a sobrevida das mulheres que eram parcialmente poupadas para darem à luz. Ana María Martí foi sequestrada em 18 de março de 1977 e passou quase dois anos presa na ESMA, onde esteve submetida a condições subumanas, torturas e trabalho forçado. Recuperou sua liberdade em 15 de dezembro de 1978 e foi uma das testemunhas de julgamentos de crimes cometidos durante a ditadura. Em 2011, durante uma audiência que julgava o Plano Sistemático de Apropriação de Menores, Martí relatou que as grávidas eram mantidas vivas até o momento do parto. “Dentro da área das grávidas começaram a tratá-las muito melhor do que quando estavam na capucha. Comiam melhor, estavam mais limpas, podiam tomar banho.” De acordo com Maria Alicia Milia, que também esteve presa por quase dois anos na ESMA, na capucha, a principal diferença era que as gestantes não usavam capuzes, mas óculos que as permitiam ao menos respirar. Posteriormente receberam colchonetes e camas de metal, mas, assim como as outras detidas, comiam um sanduíche com mate pela manhã, no almoço e no jantar. Apesar dos relatos de melhores tratamentos na área das grávidas, não existia garantia alguma do bem-estar de qualquer um dos presos. Afinal, estavam privados de sua liberdade e sofriam diferentes tipos de violência – quando mantidos vivos. As mulheres que carregavam seus filhos foram sistematicamente submetidas a abusos, inclusive durante e após os partos, quando seus bebês eram imediatamente retirados de seus cuidados. As maternidades compunham um plano audacioso: o roubo sistemático dos filhos de desaparecidos. BEATRIZ GATTI BEATRIZ GATTI Esses bebês nunca mais veriam suas mães, mas a maioria deles também seria privada de uma vida inteira com suas famílias, irmãos, avós, tios e primos. Permanentemente separados. É essa a história da ESMA, um dos maiores e piores centros de detenção, tortura e extermínio registrados durante a ditadura militar argentina. Mas não o único. Também entre 1976 e 1983, espalhados por todo o país funcionaram outros 761 centros clandestinos dedicados à tortura e execução de militantes, estudantes, jornalistas, professores, religiosos e quaisquer outros enquadrados como “subversivos”. Equipes especializadas atuavam em locais nada preparados para operar uma parte importante do maquinário do regime: as maternidades clandestinas. Elas funcionavam em centros de detenção estratégicos para onde eram levadas cerca de 10% de todas as mulheres sequestradas, que estavam grávidas no momento da captura, de acordo com o relatório final da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep). Segundo depoimentos de alguns sobreviventes que testemunharam as condições da maternidade na ESMA, as gestantes recebiam melhor tratamento quando saíam da capucha – local em que os prisioneiros ficavam encapuzados, algemados pelas mãos e pés e isolados em cubículos – e eram enviadas ao setor das grávidas. “Estava grávida de oito meses. Primeiro eles me despiram completamente e checaram minha vagina, olharam meu ânus e começaram a me bater assim, nua como eu estava. Tentei proteger minha barriga o tempo todo e perdi a consciência.” Merita Susana Sequeira sobrevivente da ESMA “Eu, quando estava um dia na cela com os olhos vendados, de repente comecei a sentir meu filho se mover e, para mim, isso foi incrível. Era a vida no meio da morte. Era sentir que havia um lugar que eles não tinham conseguido alcançar.” Ana María Careaga sobrevivente da ESMA “No momento do parto, ela disse 'Não, não cortem o cordão, quero tê-lo comigo uns minutos a mais, senti-lo em cima de mim'. Sabia que iam separá-los e pelo menos ainda estava junto a seu corpo através do cordão umbilical e em cima de seu peito.” Sara Solarz sobrevivente da ESMA
- Buscarita | O Banco de Dados Genéticos
O Banco Nacional de Dados Genéticos é o grande trunfo científico que permitiu às Abuelas a identificação mais precisa e ágil de seus netos apropriados Banco Nacional de Dados Genéticos Criado em 1987, o Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG) tornou-se a principal ferramenta da luta das Abuelas de Plaza de Mayo para encontrar os netos apropriados pela ditadura militar. O órgão hoje incorporado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina funcionava inicialmente sob a jurisdição de um hospital de Buenos Aires e utilizava métodos que avaliavam o produto dos genes, e não o DNA em si. Quando o BNDG foi criado, os estudos sobre o DNA ainda eram incipientes, e o Banco incorporou as novas tecnologias conforme elas foram desenvolvidas. A revolução genética produzida pelos cientistas foi criar um método inédito capaz de confirmar vínculos biológicos entre crianças e avós sem a presença dos pais, que estavam desaparecidos: esse era o índice de abuelidad , que foi o primeiro passo para a posterior sedimentação das análises em um banco de dados. Hoje, os geneticistas processam o perfil genético completo de cada amostra que entra no Banco, o que inclui informações sobre o DNA nuclear, DNA mitocondrial e cromossomos sexuais. O objetivo é chegar nos 99,99% de compatibilidade entre as amostras de sangue de pessoas das quais se suspeita que possam ser algum dos netos e dos grupos familiares que têm seus dados cadastrados no Banco. Dezenas de identidades foram recuperadas graças ao trabalho dos cientistas e das Abuelas, que impulsionaram o desenvolvimento de um órgão desse tipo, até hoje inédito em todo o mundo. Argentina na época Nem quatro anos após o fim da ditadura foram necessários até que se criasse o BNDG. Geneticistas, representantes das Abuelas e antropólogos reconhecem a rapidez do processo, que já tinha todos os ingredientes para se consolidar. Esta série de vídeos explica o contexto da criação do Banco. LEIA MAIS A ciência por trás O trabalho do Banco, capaz de mudar a vida das pessoas ao apresentá-las à sua verdade, é sustentado por pesquisadores e geneticistas experientes, que acompanharam estudos genéticos internacionais para aprimorar as técnicas utilizadas nas análises. A expectativa agora é encontrar o neto de número 133. LEIA MAIS Como chegar até o banco Entrevistas, análise de documentação, solicitações judiciais e investigações são alguns dos passos anteriores à realização dos testes genéticos no BNDG, que é a última etapa para confirmar ou descartar o vínculo de uma pessoa com famílias de desaparecidos durante a ditadura. LEIA MAIS VEJA O HISTÓRICO Linha do tempo BNDG
- Buscarita | Próxima geração
Diante de um processo difícil de busca pela própria identidade, os filhos dos possíveis netos apropriados podem ser a chave para incentivar novas respostas Próxima geração ‘Porque não’ não é resposta O Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG) completou seu 35º aniversário em 2022. Desde 1987 tem ajudado as Abuelas de Plaza de Mayo a identificar os netos roubados pela ditadura militar argentina e a devolver a identidade de mais de uma centena de pessoas. A últim a restituição aconteceu em dezembro de 2022. A restituição de identidade nunca é um processo fácil e atravessa gerações, tanto as anteriores quanto as seguintes. E ao mesmo tempo em que o fato de ter filhos pode dificultar a tomada de decisão em torno de dúvidas enterradas, é também justamente a geração descendente que tem potencial para impulsionar a continuidade da luta das Abuelas. Hoje em dia, os netos que as Abuelas ainda buscam devem ter entre 40 e 50 anos. É a geração de pais de crianças, adolescentes e jovens adultos – e é nisso em que investe cada vez mais esforços a instituição das Abuelas de Plaza de Mayo. “Acredito que estejamos em um momento histórico de desafio por já entrarmos em outra geração”, diz Tatiana Sfiligoy, uma das netas recuperadas pelas Abuelas que compõem o comitê diretor da organização. “Muitas vezes os adultos que se apresentam às Abuelas ou à CoNaDI (Comissão Nacional pelo Direito à Identidade) já têm filhos e são eles quem dão tração às buscas, porque fazem perguntas para as quais os pais não têm respostas ou talvez nunca tenham se questionado.” A instituição acredita que a possível insistência por respostas dos bisnetos pode motivar que cada vez mais netos procurem resolver as dúvidas a respeito das origens genealógicas. Segundo María Laura Rodríguez, do departamento de apresentações espontâneas das Abuelas, muitos jovens têm ido até a sede da associação para contar a história da família e compartilhar as suspeitas de que o pai ou a mãe possa ser um dos netos buscados pelas Abuelas. Como ainda não há tecnologia para identificar diretamente os bisnetos, a orientação dada por Rodríguez é que os jovens conversem com seus pais para que eles mesmos se apresentem à organização ou à CoNaDI, já que se trata de um processo espontâneo. A confirmação de parentesco entre bisnetos e avós a partir da genética, porém, pode não estar tão distante. De acordo com a cientista do BNDG Florencia Gagliardi, o Banco está empenhado em desenvolver novas técnicas e marcadores de genealogia capazes de identificar bisnetos e até tataranetos das Abuelas. “Pela sua trajetória em genética forense aplicada à identificação humana, equipamentos de última geração e profissionais formados, acredito que o Banco ainda tenha muito potencial dentro do país e para outras causas de direitos humanos pelo mundo”, afirma a chefe da área de DNA mitocondrial. Além do incentivo dados pelos supostos bisnetos, apostar nessa geração apoia-se no fato de que os filhos dos filhos dos desaparecidos não viveram pessoalmente o trauma da apropriação. Ou seja, se eles tiverem dúvidas sobre a origem de sua família, vão poder enfrentar a busca pelas respostas de forma um pouco menos incômoda e, por isso, dar mais apoio aos pais. O BNDG deve existir pelo menos até que se identifique o 500º neto apropriado durante a ditadura militar. “O Banco nos dá a segurança e a tranquilidade de que, mesmo quando nós não estejamos mais aqui e todas as Abuelas se forem, ele continuará firme para dar respostas sobre a história dos argentinos”, acredita Claudia Poblete Hlaczik, neta da Abuela Buscarita Roa e também membro do comitê diretor da instituição. Por enquanto, cabe aos netos já restituídos e filhos de desaparecidos garantir que o trabalho feito pelas Abuelas se mantenha firme e siga em frente, além de se empenhar na manutenção da memória histórica da ditadura e da instituição. “Há Madres e Abuelas que, em suas cadeiras de rodas e com suas bengalas, continuam vindo, estando presentes e pressionando o Estado e a justiça”, diz Lorena Battistiol Colayago, que busca um irmão ou irmã nascido durante o cativeiro de sua mãe. “Se essas mulheres de 90 anos se levantam todas as manhãs e saem para lutar, não nos resta outra opção a não ser acompanhá-las e seguir seu trabalho. É um compromisso moral”, afirma ela, que é diretora nacional de espaços de memória da Secretaria de Direitos Humanos da Argentina.
- Termos e Condições | Moray Dive School
Termos e Condições Os Termos e Condições (“Termos”) são um conjunto de termos jurídicos definidos pelo proprietário de um site. Eles estabelecem os termos e condições que regulam as atividades dos visitantes e o relacionamento entre os visitantes e o proprietário do site. Os termos devem ser estabelecidos de acordo com as necessidades específicas e a natureza de cada site. Por exemplo, um site que oferece produtos a clientes envolvendo transações de comércio eletrônico precisa ter termos que sejam diferentes dos termos de um site que oferece somente informações. Os termos dão ao proprietário do site a capacidade de se proteger em caso de uma possível exposição jurídica. Em geral, o que é preciso abordar nos Termos e Condições? Quem pode usar o site; quais são os requisitos para criar uma conta (se for relevante) Termos comerciais importantes oferecidos aos clientes Métodos de pagamento (Cartões de crédito/débito, PayPal, Boleto bancário, etc.) Salvaguarda do direito de modificar a oferta Garantias e responsabilidade por serviços e produtos Titularidade de propriedade intelectual, direitos autorais e logos Direito de suspender ou cancelar contas de membros Indenização Limitação de responsabilidade Direito de alterar e modificar os Termos Direito aplicável e resolução de demandas Informações de contato Confira este artigo de suporte para saber mais sobre como criar uma página de Termos e Condições. As explicações e informações fornecidas aqui são apenas exemplos gerais. Não confie neste artigo como orientação jurídica ou como recomendações sobre o que você realmente deve fazer. Recomendamos que você busque orientação jurídica se precisar de ajuda para entender e criar seus Termos.